Salem 2×01: Cry Havoc [Season Premiere]


Está aberta a temporada de caça as bruxas.


O show realmente não tem planos de abrandamento. Na verdade, ele está abraçando o lado “Crazy” dos potenciais espectadores. Afinal, esta season premiere trouxe o recurso da castração (um transplante do membro masculino, colocando no lugar um pássaro. WTF!! foram seis no total, como Mercy fez questão de frisar. Bem como, a capacidade de Petrus em remover os próprios olhos. E também no afogamento mágico. A série Salem, não é uma descrição precisa dos julgamentos históricos das bruxas de Salem, nem está tentando ser. E, é isso o que mais me anima.


Mary teve uma grande vitória no final da primeira temporada, entretanto, ela continua preparada e posicionada para afastar a oposição de todos os lados – bruxas e humanos. E apesar de “Cry Havoc” abrir com uma cena que mostra os habitantes de “Knocker’s Hollow” apodrecendo por causa da praga (varíola), eu ainda queria que ela obtivesse sucesso. Ela trabalhou tão duro para isso. Tramou alguns esquemas tão engenhosos. E a maneira como o show está se configurado, me leva a crer que, seus planos estão prestes a serem desfeitos.


Segundo o dicionário Aurélio, a palavra dilema quer dizer: situação difícil, na qual é preciso escolher entre duas alternativas contraditórias ou antagônicas ou insatisfatórias – Essas seriam Mary Sibley e Mercy – a mestra e a discípula – A guerra entre essas duas forças da natureza já era dada como certa. A pergunta que fica é: Qual será a força dominante? Para ilustrar esse dilema, eu usei o “O Dilema dos Prisioneiros”. Este “jogo-modelo” é uma das metáforas mais poderosas na ciência do comportamento humano. Abrindo várias portas e muitas analogias com a vida real e porque não com a vida fictícia de Salem. Este jogo representa bem o dilema vivido por ambas: cooperar ou trair.


A historinha logo abaixo foi usada apenas para ilustrar o dilema de Mary e Mercy, não condizendo com a realidade da série. Por enquanto, né!!!


Resumidamente, a estória é a seguinte. Duas bruxas Mary e Mercy, são presas pela inquisição. A inquisição não tem provas suficientes para condená-las, então separa as supostas bruxas em celas diferentes e oferece a ambas o mesmo acordo:


1. Se uma das prisioneiras confessar (trair a outra) e a outra permanecer em silêncio, a que confessou sai livre, enquanto a cúmplice silenciosa é enforcada.


2. Se as duas ficarem em silêncio (colaborarem uma com a outra), a inquisição não as enforcará, pois eles não saberão ao certo quem é a verdadeira bruxa.


3. Se ambas confessarem (traírem a comparsa), a inquisição enforcará ambas.


Cada prisioneira faz a decisão sem saber a escolha do outra – elas não podem conversar. Como as prisioneiras reagirão? Existe alguma decisão racional a tomar? Cada uma quer sair livre dali, para tal, ambas teriam que maximizar o seu resultado individual. Então qual seria a melhor decisão? Ao longo da primeira temporada, só existiu uma única decisão racional a tomar e, ambas tomaram: trair. O dilema: a escolha individual não é a melhor opção para ambas.


Trair é a estratégia dominante, ou seja, aquela que apresentar o melhor resultado, independente da decisão da outra. Existiu uma mutualidade de traição, então escolher trair seria uma estratégia dominante e nesse caso ambas seriam enforcadas. Assim, dizemos que a teoria (trair-trair) é a solução de equilíbrio, é a solução (combinação de decisões) em que nenhuma jogadora poderá melhorar seu resultado com uma ação unilateral. Ou seja, dado que (Trair-Trair) é a solução de equilíbrio (o resultado racional do viver ou morrer), se Mary mudar unilateralmente para colaborar ela vai sair perdendo, o mesmo ocorre para Mercy.


Assim, esse embate entre as duas, nada mais é, que uma abstração de situações comuns aonde à escolha do melhor individual conduz à traição mútua, enquanto que a colaboração proporcionariam a ambas melhores resultados. Essa guerra será a derrocada tanto de Mary como de Mercy. O fato é: Elas são fortes unidas, principalmente contra as forças que ainda estão ocultas: O caçador John Alder e a condessa Ingrid Von Marburg Palatine (Lucy Lawless).


Lucy Lawless arrebatou em cena. Como não poderia? Ela é a nossa eterna Xena. Mesmo com aquelas cicatrizes, um presentinho do finado Increase Mather, é difícil evitar não olhar para os seus olhos. Lawless traz certa majestade para qualquer coisa que ela faça. A ex-princesa guerreira é a verdadeira realeza da TV. A missão da Condessa Marburg em Salem, ainda não está clara. A dúvida é: Ela é uma vilã, ou ela assumirá posição em um dos lados. Mary? Mercy? Fiquei intrigado.


Mary é inteligente o suficiente para comparar a dor da perda de Anne, (matou os pais) com a dor dela (perder seu filho, era o que ela achava), e como essa dor foi a responsável para a obtenção de seus poderes. Se ela estava sendo honesta ou altruísta em suas intenções, nós ainda não sabemos.



…Anne você não pode viver em negação… Imagine um mundo livre de violência, hipocrisia e opressão dos puritanos. Um novo mundo que celebra o poder da natureza, liberdade de pensamento, crenças e sentimentos”



Mary Sibley


Uma das melhores partes da season finale foi o discurso de Tituba sobre as bruxas – “Nos, somos simplesmente perseguidas porque somos diferentes” (mesmo sabendo o que elas fazem, e vocês sabem, adoram o diabo e querem trazê-lo para a terra), então quando Mary está dizendo tudo isto para Anne, naquele momento foi difícil ver qualquer motivo oculto ou pré-agendado. Entretanto, a Queen Mary, não dar nenhum passo em falso, a não ser, quando John torna-se uma parte da equação. Mary continua a ser aquela personagem, cujas decisões e motivações, salvo exceções, giram em torno de John Alden – Seu grande amor e sua maior fraqueza – Eu torço para que Mary obtenha um final feliz, mesmo que esse final feliz seja com o diabo na terra.


Falando em amor, Mary e tudo mais. Eu senti certo clímax entre a Mary e o Dr. Samuel Wainwright (Stuart Townsend). Ele é charmoso, e seus sentidos racionais foi o que mais chamou a atenção de Mary. Talvez, ela veja no Dr. Samuel traços que lembrem o John. Afinal, ela acha que ele morreu. Ela sabe que assim como John, Samuel se tornará mais uma pedra no seu caminho. Mas, uma coisa não anula a outra, não é? Stuart Townsend conseguiu o que Shane West não conseguiu em uma temporada inteira: IMPRESSIONAR e CATIVAR. Ele adiciona um elemento de mistério na sua apresentação, que certamente irá nos levar a lugares fascinantes ao longo dessa temporada. E outra, ele trouxe de volta o pobre Isaac, o fornicador.



Se vocês acham que essa praga se importa, se é um homem ou uma mulher quem comanda então, todos morrerão. A praga não descrimina sexo, crença ou raça. Ela começa pelo mais fraco… Eu esperava achar mais esperança aqui, mas, eu só vejo pessoas consumidas pela política”



Dr. Samuel Wainwright


SALEM encaminha-se para uma temporada ainda mais intensa, uma vez que rompe o casulo e começa a expandir a sua mitologia. O que mais surpreenderam vocês? Para qual bruxa vocês estão torcendo? John será bem sucedido na caça as bruxas? Ou ele vai falhar, ao descobrir que seu filho está vivo? Vão em frente e compartilhem as suas opiniões nos comentários abaixo. Semana que vem tem o episódio, “BLOOD KISS,” até lá!!!


Informe: a expressão idiomática, “To get in over one’s head” utilizado por mim, quer dizer: Estar com a corda no pescoço.


TO GET IN OVER ONE’S HEAD 01: Sejam todos bem-vindos!! Eu ficarei com vocês até o fim. Isso se Mary não abrir os portões do inferno antes. E não, vocês não podem me chamar de rainha da noite.


TO GET IN OVER ONE’S HEAD 02: O Magistrado Hale, está morto. Entretanto, o nome de Xander Berkeley permanece nos créditos da abertura. Será que isso quer dizer alguma coisa?


TO GET IN OVER ONE’S HEAD 03: A maior desilusão deste episódio foi saber que o Grande Rito requer tempo extra.


TO GET IN OVER ONE’S HEAD 04: Vocês confiariam em um garoto que foi criado pelo diabo?


TO GET IN OVER ONE’S HEAD 05: Cotton é o personagem que mais bebericou do sagrado e do profano. Pois, Quando não está fazendo saliência, está tendo crise de consciência moral de ordem religiosa. Ou melhor, ele faz as duas coisas simultaneamente para não perder tempo.





Por: Série Maníacos

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