Paul Ceglia: Ceglia processou Zuckerberg em 2010, quando a rede social já fazia sucesso (Peter Foley/Bloomberg)
(SÃO PAULO) – Um homem de Nova York que enfrenta acusações de fraude por clamar a posse de matade do Facebook com base em um contrato falso desapareceu após remover seu dispositivo de monitoramento.
Paul Ceglia deveria comparecer a julgamento em maio, na corte federal de Manhattan, onde o co-fundador do Facebook Mark Zuckerberg deverá prestar testemunho contra ele. Autoridades norte-americanas estão procurando por Ceglia e sua família, após encontrarem o bracelete que ele deveria estar usando em sua casa em Wellsville, Nova York. Seu advogado disse que não sabe onde ele está.
“Parece que ele fugiu”, disse o Juiz Distrital dos EUA Vernun Broderick na terça-feira, antes de revogar a fiança de Ceglia.
Acredita-se que o homem de 41 anos esteja com sua esposa e seus dois filhos, disse Charles Salina, o marechal federal para o estado de Nova York. Ele disse que não sabe se Ceglia está agora nos Estados Unidos.
“Nossa responsabilidade é localizá-lo”, ele disse em uma entrevista por telefone.
Ceglia processou Zuckerberg em 2010, alegando que sete anos antes ambos teriam assinado um contrato em que Ceglia teria adquirido metade do Facebook. A maior rede social do mundo agora é avaliada em cerca de US$219 bilhões. Um juiz federal em Buffalo, Nova York, dispensou o processo no ano passado, dizendo que o contrato era uma “fabricação”.
O Facebook e Zuckerberg, agora CEO da companhia, disseram desde o início que a alegação de Ceglia era fraudulenta. Zuckerberg, que em 2003 era um calouro na universidade de Harvard, assinou outro contrato não relacionado para codificar um site para Ceglia, eles disseram.
Sem resposta
Oficiais foram mandados à casa de Ceglia no domingo, depois de ele não responder a tentativas de um responsável da corte de entrar em contato, disse a advogada assistente dos EUA Janis Echenberg. O advogado de defesa Robert Ross Fogg soube do desaparecimento de seu cliente através de Echenberg.
Fogg e Gil Messina, outro advogado de Ceglia, disseram a Broderick que tentaram contatá-lo por telefone e email, sem sucesso.
“Eu não sei onde ele está”, disse Fogg em uma entrevista ontem. “Não tenho nem ideia”.
Ceglia foi liberado sob fiança de US$250.000, garantida por bens imobiliários e por seu irmão e pais. Ele teve que entregar seu passaporte para o governo enquanto aguardava o julgamento.
Broderick questionou se Ceglia estaria tentando fugir em setembro, quando pediu à Corte para reduzir a quantia de propriedade para garantir que ele apareceria ao julgamento, alegando que sua casa valia muito mais do que o valor da fiança.
Ceglia se mudou para a Irlanda por vários meses em 2011 e foi obrigado a voltar para inverter evidências no processo contra o Facebook.
Broderick se recusou a reagendar o julgamento.
“Eu estou levemente otimista de que ele vai retornar para a jurisdição num futuro próximo”, disse o juiz.
Por: InfoMoney : Tecnologia
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