Planejamos a rota: a viagem incluiria Peru, Bolívia e Chile. Era só ter mais um pouquinho de tempo (e dinheiro) e a Argentina entraria na jogada. Pesquisamos bastante, pensamos diversos roteiros e tivemos a certeza de que o nosso primeiro mochilão seria pelos países vizinhos ao Brasil. Isso foi em 2010. E não, a viagem não rolou, pelos mais diversos motivos. A saída? Planejar, de última hora, um roteiro de mochilão pelo Brasil. Valeu a pena.
Sim, dá para fazer uma viagem econômica, longa e independente pelo Brasil, passando por diversas cidades. Já li histórias de quem fez, de carro, uma viagem por todo o litoral brasileiro – começando do Rio Grande do Sul e terminando na Amazônia. Uma viagem incrível e que até eu, que não gosto de dirigir, adoraria fazer.
Neste post, no entanto, a ideia é mais modesta: resolvi listar sugestões de cinco mochilões pelo Brasil. Viagens que podem ser feitas em 15/20 dias. Na maioria delas, a melhor saída é comprar uma passagem de múltiplos destinos. Ou seja, você chega de avião por uma cidade, percorre um bom trecho por terra e pega o avião de volta em outra cidade, que é a parada final do roteiro.
Veja também: Como comprar uma passagem para múltiplos destinos
Gramado
Rota das Emoções
Jericoacoara, Delta do Parnaíba e os Lençóis Maranhenses numa tacada só. E de quebra você ainda conhece Fortaleza e São Luís, as cidades para onde você deve comprar suas passagens de múltiplos destinos.
A ordem dos fatores não importa. Para exemplificar, vamos dizer que sua passagem de ida seja para Fortaleza e a de volta seja a partir de São Luís. O percurso que você deve fazer é esse aí, no mapa abaixo – são cerca de mil quilômetros percorridos em três estados brasileiros. Esse roteiro tem até um nome garboso: Rota das Emoções.
Fique dois ou três dias em Fortaleza (reserve um dia para o Beach Park, se esse tipo de programa te interessar). Depois, siga para Jeri, onde você pode ficar por quatro dias. São 300 km de estrada. As formas mais práticas de ir são de 4 x 4 (mais caro) ou de ônibus + pau de arara (mais barato). Aqui você encontra uma lista de todas as empresas que oferecem o serviço de transfer de 4 x 4. Espere gastar entre R$ 100 e R$ 150 pelo trecho.
Se escolher a segunda alternativa, você irá de busão até Jijoca, numa viagem de seis horas, e de lá pegará o pau de arara para Jeri. A Fretcar oferece o serviço, que vai te custar em torno de R$ 50. Você pode optar por diversos tipos de ônibus e também por um combo que já inclui o pau de arara.
Você também pode ir dirigindo, mas prepare-se para pegar um trecho de estrada de areia, por isso esteja com o veículo apropriado.
Jericoacoara (Foto: Shutterstock)
Depois de passar um tempo em Jeri (quatro, cinco ou quantos dias você quiser), é hora de continuar viagem. A alternativa mais confortável é contratar um pacote de agência, o que você pode fazer ao chegar em Jeri. O custo, no entanto, é alto: em torno de R$1.200 para quatro pessoas. O pacote vai até Barreirinhas, nos Lençóis Maranhenses, mas antes tem parada no Delta do Parnaíba, no Piauí.
Veja também: Como viajar pelo Brasil gastando pouco
Há uma forma econômica de chegar ao Delta, mas envolve fazer baldeação: vá até Camocim, numa viagem que dura cerca de 2h e tem saídas diárias, em veículos 4 x 4, a partir de Jeri. Você pode agendar no seu hotel. De lá, pegue um ônibus até o Delta. A empresa Expresso Guanabara faz o trajeto. Segundo o Lonely Planet, essa opção custa cerca de R$ 70 ao todo.
O Ricardo Freire, do Viaje na Viagem, dá uma alternativa ainda mais econômica, com gastos totais de apenas R$ 40, mas com uma baldeação a mais, em Jijoca. Veja como.
Fique dois ou três dias no Delta e siga para Barreirinhas, porta de entrada dos Lençóis Maranhenses. Se você contratou o pacote da Rota das Emoções, esse perrengue estará resolvido para todo o trecho Jeri – Lençóis. Se preferir economizar, o caminho envolve outra baldeação, dessa vez em Paulino Neves. A viagem dura 3h30 e é feita pela Viação Coimbra. De lá, pegue um 4 x 4 para Barreirinhas, numa viagem de 2h30. Cada perna sai por cerca de R$ 25. Como de costume, a melhor forma de organizar tudo isso é conversando na recepção do seu hotel ou procurando agências da própria cidade.
Veja também: Onde ficar em Barreirinhas
Lençóis Maranhenses
Chegou em Barreirinhas? Fique quatro ou cinco dias, pelo menos. Assim você terá tempo de sobra para conhecer os Lençóis Maranhenses. De lá, siga para São Luís, num trajeto que dura entre 4 e 6 horas e pode ser feito de van ou de ônibus. A CN Turismo faz o trecho de van e te deixa no seu hotel em São Luís, tudo por R$ 60. A Viação Cisne Branco tem quatro saídas diárias, com paradas no meio do caminho. A passagem custa R$ 30 e você desembarca na rodoviária de São Luís.
Pronto! Passe o restante do seu tempo na capital do Maranhão e de lá pegue seu voo de volta para casa.
Veja também: Como Chegar aos Lençóis Maranhenses
Rota do Pão de Queijo: cidades mineiras
Ok, eu sei que o mochilão anterior, a não ser que seja feito num pacote fechado para o trecho entre Jeri e Lençóis, é complexo. Por isso, a próxima opção é mais simples. E sua melhor alternativa, principalmente se você não estiver viajando sozinho, é alugar um carro.
Nesse roteiro você não precisa comprar uma passagem para múltiplos destinos – compre a ida e a volta para Belo Horizonte. A ideia é conhecer BH, Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Tiradentes, São João del Rei e Inhotim, o famoso museu que fica na região metropolitana de Belo Horizonte, tudo isso num roteiro de quase 600 km. Vamos lá?
Se optar por alugar um carro, então você tem duas alternativas: fazer isso assim que descer do avião, no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins. Essa escolha facilita seu deslocamento até o centro de Belo Horizonte, mas o carro pode não ser tão útil enquanto você estiver na capital. Se sua viagem for num fim de semana, ótimo, você não terá problemas de trânsito ou dificuldade para conseguir vagas de estacionamento.
Se a viagem for durante a semana, pode ser melhor ir para BH de táxi (R$ 120 até o centro) ou no ônibus do Conexão Aeroporto (entre R$ 10 e R$ 25, dependendo do tipo do veículo). Conheça BH a pé e de transporte público e alugue um carro para sair da capital. Fique pelo menos dois ou três dias na cidade.
Veja também: Como chegar e sair do Aeroporto de Confins
De BH, siga para Ouro Preto, que está a 100 km da capital mineira. Para isso, pegue a BR 040, sentido Rio de Janeiro. Siga na rodovia até o trevo do Alphaville, a cerca de 20 km de Belo Horizonte. Neste ponto, entre sentido Ouro Preto, seguindo pela BR 356. Fique pelo menos duas noites da cidade, que pode servir de base para conhecer também Mariana, primeira capital de Minas, e Lavras Novas, um charmoso distrito de Ouro Preto.
Ouro Preto
Não está de carro? A Viação Pássaro Verde faz o trajeto BH – Ouro Preto. A viagem dura pouco mais de duas horas e custa R$ 29. Os ônibus saem de hora em hora, do Terminal Rodoviário de Belo Horizonte, no centro da cidade. Detalhes aqui. Use o transporte urbano de Ouro Preto para visitar Mariana e Lavras Novas. A passagem para Mariana custa R$ 3, enquanto a viagem para Lavras Novas sai por R$ 4,40.
Veja também: Mariana, bate-volta a partir de Ouro Preto
Mariana
Cerca de 60 km, via MG 129, separam Ouro Preto de Congonhas, cidade histórica onde estão os profetas de Aleijadinho. Você pode ir embora no mesmo dia, depois de conhecer os profetas e outras atrações da cidade, ou pode passar uma noite por lá. De ônibus, esse trecho envolve uma baldeação: você precisa ir até Ouro Branco e de lá seguir para Congonhas. No fórum do Mochileiros há um relato de um viajante que fez a viagem dessa forma.
Congonhas, MG (Foto: Shutterstock)
De Congonhas, siga para São João del Rei, num percurso de 110 km. Não está de carro? A notícia boa é que os ônibus que fazem o trajeto BH – São João del Rei, da Viação Sandra, param em Congonhas. A notícia ruim é que eles podem chegar na cidade lotados. Por isso, reserve com antecedência.
Você pode ficar uma noite em São João e depois correr para Tiradentes, uma cidade minúscula, mas simpática. As duas cidades são praticamente irmãs: apenas 16 km de distância. Há ônibus frequentes entre as duas, mas também é possível fazer trajeto de Maria Fumaça. E isso, claro, custa mais caro, afinal é um passeio turístico.
Depois de duas ou três noites em Tiradentes, volte sentido BH. Quem está de carro não precisa entrar na capital. Você pode seguir até a Serra da Moeda e de lá chegar em Inhotim por um caminho alternativo (e bem mais bonito). Para isso, você segue sentido BH até a saída para o Retiro do Chalé, já na BR 040 e quase chegando na capital (coloque no GPS). Há pousadas interessantes por ali e a vista do Restaurante Topo do Mundo vale a parada.
Siga para Inhotim. A dica é pernoitar numa das pousadas que surgiram mais ou menos ao redor do museu, em Brumadinho ou Casa Branca, e só depois regressar para Belo Horizonte. O Booking lista algumas opções de hospedagem por lá. Quem está de ônibus deve voltar de Tiradentes para Belo Horizonte e da rodoviária da capital pegar o ônibus que vai para Inhotim.
Curtiu? Esse roteiro é bom até para quem, como eu, vive em Belo Horizonte.
Rota Sul do país
Eu não fiz esse roteiro, mas estive nessas regiões em viagens separadas e tenho certeza que funciona: a ideia é conhecer o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Para isso, compre uma passagem de múltiplos destinos, com chegada em Porto Alegre e volta por Florianópolis (ou o contrário). Você pode fazer o percurso de carro alugado, mas lembre-se que há uma taxa para devolver o veículo em outra cidade. Por isso, pensei o roteiro para ser feito de ônibus.
Porto Alegre, Gramado, Canela, Balneário Camboriú, Blumenau e Florianópolis serão os lugares visitados, totalizando quase 900 km.
Veja também: Onde ficar em Porto Alegre
Chegue em Porto Alegre e fique duas ou três noites por lá. A Cidade Velha e o Bairro Moinhos de Vento tem boas opções de hospedagem. Depois de conhecer as belezas de POA, siga para Gramado. Há vários ônibus por dia, tanto a partir da rodoviária quanto a partir do aeroporto. A passagem custa R$ 30. Detalhes aqui.
Veja também: O que fazer em Porto Alegre
Porto Alegre
Fique mais duas ou três noites em Gramado e aproveite para conhecer também Canela, cidade vizinha que é cheia de atrações, como o Parque do Caracol e a Catedral de Pedra. Ônibus urbanos ligam as duas cidades, que estão coladas entre si.
Nessa região você tem também a chance de esquiar! É que em Gramado fica o Snowland, primeiro parque de neve indoor das Américas. Se estiver viajando no fim do ano, não deixe de verificar a programação do Natal Luz, festa que anualmente mexe com a cidade.
Veja também: Onde ficar em Gramado
Gramado
Tudo visto? Hora de seguir para Balneário Camboriú. Há ônibus diários entre Gramado e a cidade catarinense. A empresa que faz o trecho é a ViaSul. Os ônibus saem de Gramado toda noite (entre 20h e 21h, confirme o horário no site) e a passagem custa R$ 113. Detalhes aqui.
Balneário Camboriú
Fique quatro ou mais noites em Balneário Camboriú, com tempo para aproveitar as praias da cidade. Você pode se hospedar na Praia Central ou nas pousadas ao longo da Rodovia Interpraias. Vale lembrar que Balneário tem noite agitada, várias atrações e lota na alta temporada.
Veja também: Onde ficar em Balneário Camboriú
O que fazer em Balneário Camboriú
A partir de Balneário você pode conhecer outra cidade catarinense: Blumenau, que teve forte colonização alemã. É lá que ocorre, todos os anos, a edição da Oktoberfest no Brasil. A viagem entre as duas cidades demora 1h30, pela Viação Catarinense, e custa R$ 21. É possível fazer um bate-volta ou pernoitar em Blumenau. Outra possibilidade é passar um dia no Beto Carrero World, que fica a 40 km de Balneário.
Agora é hora de seguir para Florianópolis, onde você fica até o fim da sua viagem. A Viação Catarinense também faz o trecho. A viagem dura 1h20 e a passagem custa cerca de R$ 30, variando de acordo com o tipo do ônibus. E Floripa, nem preciso fazer esforço para te convencer disso, será outro ponto alto da viagem.
Veja também: O que fazer num final de semana em Florianópolis
Florianópolis
Rota Bahia e Espírito Santo
Sabe o primeiro mochilão da minha vida, aquele que eu que fiz pelo Brasil depois que a ideia da outra viagem deu errado? Foi esse. E foi uma viagem incrível. Você poderá conhecer algumas das praias mais famosas da Bahia, mas também terá condições de desvendar um estado muito bonito, mas pouco conhecido pelo brasileiro: o Espírito Santo.
Esse roteiro passa por Vitória, Guarapari, Conceição da Barra, Dunas de Itaúnas, Porto Seguro, Itacaré e Salvador, incluindo muitas cidades ao redor das que acabei de listar que funcionam como bases. Por exemplo, de Porto Seguro é possível visitar Arraial d’Ajuda, Trancoso e Caraíva.
Este é o maior roteiro do texto. Nem tanto em distância, são 1400 km, mas em número de lugares que você pode visitar. Eu fiz essa viagem em um mês. Como muitos dos lugares visitados são praias, a duração total varia de acordo com o tempo que você quer ficar – e relaxar – em cada lugar.
Compre uma passagem de múltiplos destinos com chegada em Vitória, no Espírito Santo, e volta por Salvador, na Bahia (ou o contrário). Fique pelo menos duas noites em Vitória, aproveitando para conhecer Vila Velha e testemunhar a belíssima vista do Convento da Penha.
Veja também: Onde ficar em Vitória, no Espírito Santo
Vitória vista a partir do Convento da Penha
Outra opção é ficar mais tempo em Vitória e aproveitar a oportunidade para fazer viagens de bate-volta por atrações ao redor da capital. Por exemplo, a Igreja dos Reis Magos e a Praia de Maguinhos, que ficam em Serra, a 35 km de Vitória.
A Serra Capixaba é outra possibilidade ao redor de Vitória, assim como Guarapari, o maior balneário do estado. Guarapari vale uma parada estratégica de dois ou mais dias, principalmente se você não estiver na alta temporada, quando a cidade fica muito cheia e caótica. O blog Rotas Capixabas tem um texto bem interessante sobre o estado. Nele, você conhece cinco sugestões de roteiros de bate-volta a partir de Vitória.
Igreja dos Reis Magos
Por conta da grande quantidade de atrações ao redor de Vitória, é interessante alugar um carro para essa parte da viagem. Isso te dará liberdade para conhecer tudo com calma. Se dirigir não for uma opção, ainda é possível ir de ônibus. Por exemplo, a viagem entre Vitória e Guarapari é feita pela Viação Alvorada. Há saídas durante todo o dia e o percurso dura 1h20. Também há ônibus urbanos para Manguinhos, enquanto a Viação Águia Branca faz viagens que param na Pedra Azul, cartão-postal da Serra Capixaba, e em Domingos Martins. No fórum do Mochileiros há um relato de como fazer boa parte dessa viagem ao redor de Vitória sem usar carro.
É justamente a Viação Águia Branca que faz o trecho Vitória – Conceição da Barra, no norte do Espírito Santo. São 4h30 de viagem, com passagens custando R$ 54 no ônibus convencional. É possível reservar online.
Conceição da Barra tem praias de águas mornas e merece uns dois dias de viagem, mas a grande atração por ali é Dunas de Itaúnas, um dos lugares mais especiais que já conheci nesse Brasil. É uma vila que décadas atrás foi soterrada por dunas e teve que se mudar de lugar. Além de praias lindas, destaque para a noite da região, que é conhecida por conta do seu forró. Veículos da viação Mar Aberto fazem o percurso entre as duas cidades diariamente. A viagem dura 50 minutos e a passagem custa R$ 5.
Veja também: Conceição da Barra, praias no norte do Espírito Santo
Dunas de Itaúnas
Depois de dois dias em Itaúnas, seguimos para Porto Seguro. Mas não foi uma viagem fácil. Para isso foi preciso voltar para Conceição da Barra, também com a Viação Águia Branca (45 min/ R$ 8,10), e de lá pegar um ônibus para São Mateus, outro Balneário simpático e que merece ao menos o pernoite. Por ali, a grande atração é uma Ilha chamada Guriri, que tem praias bonitas e uma sede do Projeto Tamar.
O trajeto entre São Mateus e Porto Seguro também é feito pela Viação Águia Branca (7h20 / R$ 69,80) e tem duas saídas diárias. Pronto! Você está na Costa do Descobrimento.
Assim como em Vitória, em Porto Seguro pode compensar alugar um carro. Acho que é até bem mais importante do que na capital capixaba. É que isso facilita sua vida para conhecer cidades ao redor, como Santa Cruz e Cabrália, Arraial d’Ajuda, Trancoso, Praia do Espelho e Caraíva. Foi isso que fizemos. Passamos mais de uma semana só nessa região. Também é possível conhecer muitos desses lugares usando transporte público, principalmente Arraial, em que basta pegar a balsa, e Santa Cruz, que pode ser visitada tranquilamente sem carro.
Veja também: Onde ficar em Porto Seguro
Porto Seguro
Próxima parada: Itacaré. A minha viagem foi com a Viação Cidade do Sol. E foi ruim pacas, já que o ônibus, pelo menos quando eu fiz esse trecho, parava em todo ponto que via pelo caminho. É o típico ônibus rodoviário que, por conta da deficiência do transporte público, acaba virando a única alternativa de transporte entre as cidades da região. Quem se interessar pode ler o texto que escrevemos sobre a experiência. Achei uma opção para o mesmo trecho com a Viação Rota (7h45 / R$ 73,40).
Destino de turismo de aventura, praias lindas e uma vila simpática, tudo isso faz de Itacaré um lugar especial. Ficamos três ou quatro noites por lá, relato que você lê aqui. De Itacaré seguimos para a última parada do roteiro, que foi Salvador. Para isso, a melhor maneira é pegar um ônibus até Bom Despacho e de lá pegar a ferry para a capital baiana. Esse trecho pode ser feito com a Viação Cidade do Sol (5h10 / R$ 41,40). A tarifa da ferry para Salvador varia entre R$ 3,95 e R$ 5,20, de acordo com o dia da semana (preço por passageiro sem veículo).
Algumas agências de viagem de Itacaré oferecem o transporte até Salvador, mas essa é uma opção mais cara.
Veja também: Onde ficar em Salvador
5ª sugestão de mochilão pelo Brasil: monte seu roteiro
O Brasil oferece centenas de possibilidades de roteiros como esses que mostrei. Por exemplo, é muito fácil juntar as cidades e praias mais desejadas do nordeste numa mesma viagem. Também dá para fazer um mochilão pela Amazônia, inclusive com trechos de viagem de barco.
Dá até para montar um supermochilão, com saída de Porto Alegre e fim no norte do país, tudo isso sem carro – basta ligar os pontos dos roteiros anteriores. Porto Alegre está pertinho de Gramado, que está próxima de Balneário, que está perto de Floripa, que não está longe de Curitiba, que está a uma viagem de busão de São Paulo. E a capital paulista está perto do Rio. E das praias cariocas para BH é um pulo: pronto você entrou no roteiro de cidades mineiras e dele pode emendar com o roteiro pelo Espírito Santo e Vitória.
Jeito tem. Não digo que fica baratinho e pode ter certeza que essa é uma viagem com potencial de durar meses. O objetivo deste texto foi só mostrar que sim, é possível. E criar uma reflexão: se nós, viajantes, estamos acostumados a encarar aventuras assim em outros países, o que nos impede de fazer o mesmo no Brasil?
Resposta simples: nada. Assim como na Europa uma cidade leva imediatamente até outra (Londres – Amsterdam – Bruxelas – Paris…), a mesma coisa pode acontecer no Brasil. Uma cidade grande e interessante e com várias atrações ao redor está a apenas uma viagem de ônibus de você. Por mais que a falta de um sistema de transporte ferroviário atrapalhe a locomoção, viajar por território verde-amarelo é possível e nem tão complicado assim. Basta planejamento.
E você? Já mochilou pelo Brasil? Deixe dicas de roteiros nos comentários.
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Por: 360meridianos
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