Espanhol pode até parecer fácil. Basta um pouquinho de esforço pra gente conseguir se comunicar de forma eficiente com nossos vizinhos sul-americanos. Mas não dá para se virar com portunhol o resto da vida. Aprender a falar bem a língua pode ser uma exigência profissional ou um objetivo pessoal para muita gente. E não há forma mais eficiente (e divertida) de aprender um novo idioma que se inserindo em um país onde ele é falado. Talvez por isso, é grande a quantidade de brasileiros que querem estudar espanhol em Buenos Aires.
Quando eu decidi que passaria quatro meses fora aprendendo espanhol, a capital da Argentina foi a opção mais barata que encontrei, e, ali, o Laboratório de Idiomas da UBA (Universidad de Buenos Aires). Existem outras escolas voltadas para ensinar a língua para estrangeiros na cidade, mas os preços são em dólar e muito mais caros.
E é exatamente o valor do curso que tornou a Argentina a opção menos custosa que eu encontrei. O problema maior é descobrir como se matricular no bendito curso da UBA. As informações no site são meio truncadas, confusas, divididas em várias páginas diferentes e não são atualizadas constantemente, uma bagunça só! Mas como meu dever aqui é ensinar o caminho das pedras, lá vai:
- Entre nessa página aqui e informe-se sobre a data das próximas inscrições. Talvez você tenha que se lembrar de entrar a cada poucas semanas para ver se houve alguma atualização, porque as datas exatas não são informadas com muita antecedência. De qualquer forma, dá para ter uma ideia de quando eles vão abrir as matrículas, para que você comece a se programar. Por exemplo, neste momento, a data da próxima inscrição está marcada para algum momento de janeiro de 2016. Você já pode começar a pesquisa de passagens. Eu me programaria para chegar em Buenos Aires nos primeiros dias do mês, para garantir.
- Já nessa página, voce pode ter uma visão geral do curso e se informar sobre os níveis. Para nós, há duas opções: o curso exclusivo para brasileiros e para estrangeiros em geral. A vantagem do curso para brasileiros é que fazemos dois níveis do curso comum de uma vez, ou seja, terminamos com metade do tempo. A desvantagem é que so vai ter gente que fala português na sua sala. Na hora da matrícula, você pode escolher em qual vai se matricular. Eu fiz o para brasileiros. Ah, e é bom lembrar que nem todos os cursos, níveis e horários listados ai abrem sempre. Depende da demanda. É preciso ter pelo menos seis alunos interessados em um curso para que forme turma.
- Aqui você tem uma noção de quanto vai custar a empreitada. Os preços são atualizados semestralmente, por isso o que está ali pode não ser o que de fato você vai pagar.
- Com as informações em mãos, você pode começar a planejar sua viagem. Compre passagem, faça as malas e se jogue na vida portenha.
- No dia da inscrição, vá até a sede da UBA, que fica na Calle 25 de Mayo, pertinho da Casa Rosada e da Florida. Você vai ter que fazer uma prova de nivelmento e depois pagar o valor do curso, que pode ser dividido de duas (cursos bimestrais) e quatro (cursos quadrimestrais) vezes, mas pagando a vista fica mais barato. Não dá para se inscrever pela internet, é preciso ir ao local (é, eu sei…).
O material didático é uma apostila criada pela própria universidade, vendida em uma papelaria de frente e não custa muito, coisa de R$ 30. Se você tiver qualquer dúvida, pode entrar em contato com o pessoal da coordenação por email (idiomas@filo.uba.ar). Eles são muito dispostos a ajudar.
Como é o curso de espanhol na UBA
A Universidad de Buenos Aires é uma universidade pública. Embora tenha qualidade de ensino excelente, não espere muita estrutura e mamata nas aulas. O prédio é antigo, assim como as salas de aula, móveis e quadros. As aulas do Laboratório de Idioma são ministradas na Faculdade de Filosofia e Letras, no centro, além de outras sedes menores em Palermo, Belgrano e Bario Norte.
As turmas têm a partir de seis alunos, mas não há limite máximo. Na minha sala atual, por exemplo, somos dez. Faço o curso bimestral e, por isso, tenho aulas de duas horas de duração, quatro vezes por semana. Gostei muito de todas as professoras que tive (temos duas a cada nível), umas mais, outras menos, claro. Acho que o fato de serem professoras de Letras, com formação na área, ajuda muito. As aulas focam muito na conversação, mas também pegam pesado na gramática e escrita, o que é muito importante para quem, como eu, quer aprender espanhol por motivos acadêmicos.
Imagem destacada: Shutterstock
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Por: 360meridianos
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